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Jorge Jesus quebra pacto de confidencialidade e vai contar tudo

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Está anulada a cláusula de confidencialidade imposta por Bruno de Carvalho a Jorge Jesus. A cláusula foi colocada pelo então presidente do Sporting aquando a rescisão de Jorge Jesus, que deixou Alvalade para treinar o Al-Hilal.

O fim do pacto de silêncio foi acordado com Sousa Cintra, atual presidente da SAD, sendo que a cláusula de confidencialidade só deveria terminar em 2023. Refira-se ainda que o incumprimento da mesma durante os próximos cinco anos obrigaria a um pagamento de uma indemnização ao Sporting.

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Recorde-se que Jorge Jesus assinou, no passado dia 5 de junho, a rescisão com o Sporting, onde ficou estipulado que o treinador português, que agora inicia a primeira aventura nas Arábias, é livre de assinar por FC Porto e Benfica, mas não podia fazer revelações sobre os três anos passados no comando técnico do Sporting, assim como qualquer declaração contra os dirigentes ou o próprio clube.

José Sousa Cintra revelou esta sexta-feira ao Jornal Económico que fez cair a cláusula de confidencialidade entre o Sporting e Jorge Jesus. “Mandei anular isso. Já caiu a cláusula de confidencialidade”, revelou o presidente da SAD leonina, acerca da cláusula imposta por Bruno de Carvalho no contrato de rescisão do ex-técnico dos verde e brancos.

“Só falta assinar”, aditou Cintra, acerca do novo aditamento à rescisão do treinador, que obrigava qualquer das partes ao pagamento de 10 milhões de euros caso fosse quebrado o acordo que impedia falar sobre factos, acontecimentos, administradores da SAD, situações no balneário ou reuniões com responsáveis da sociedade.

Segundo explicou o advogado de Jesus ao Jornal Económico, o aditamento à rescisão deverá demorar pouco mais de uma semana a ser assinado, uma vez que o agora treinador dos sauditas do Al Hilal se encontra na Áustria com a nova equipa a realizar o estágio de pré-época.

Recorde-se que, durante as várias entrevistas que deu no início desta semana, Jesus revelou não só que Sousa Cintra fez tudo para que voltasse ao Sporting e que pediu ao seu advogado e ao presidente da SAD leonina a anulação da cláusula de confidencialidade. Recorde-se que a cláusula de confidencialidade, acordada então com a direção de Bruno de Carvalho, impedia Jesus e os restantes elementos da sua equipa técnica de falarem publicamente sobre os três anos que passaram no Sporting, até 2023. Se desrespeitassem a clásula, teriam de desembolsar €10 milhões, no caso de Jesus, e €1 milhão, no caso de um dos outros 10 elementos da equipa técnica.

Foi o próprio Jesus a revelar a existência da cláusula, quando falou publicamente após a sua saída do Sporting, e a pedir a Sousa Cintra para anulá-la.

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